HOMEOPATIA E CARACTERÍSTICAS HOMEOPÁTICAS

HOMEOPATIA E CARACTERÍSTICAS HOMEOPÁTICAS
Rosmeire Paixão é Homeopata Clássica Terapeuta CONAHOM 1274 email: rosmeire.homeopatias@gmail.com

terça-feira, 15 de novembro de 2016

bate-papo com o homeopata Dr. Marcus Zulian


*O que é importante saber antes de iniciar um tratamento homeopático?  
 Marcus Zulian: você precisa se conhecer e estar disposto a responder às perguntas de seu médico. Não pense que ele quer saber da sua vida, é curioso ou está julgando alguma coisa...  

*No caso de usuário de drogas a homeopatia trata?  

Marcus Zulian: É um vício e esse vício está implicado geralmente a problemas psiquico-emocionais da pessoa. É difícil dizer que trata... Eu já tive pacientes dependentes químicos, mas às vezes pode não se chegar a um remédio certo. Mas é difícil que a homeopatia não ajude em nada. 


*Para tratar de gripe tomo cha de alho? resolve , mas acho que nao sigo corretamente o uso, poderia dar alguma indicacao?  

Marcus Zulian: isso é fitoterapia, não homeopatia. 


*Qual a diferença entre Homeopatia e Fitoterapia  
 Marcus Zulian: a fitoterapia atua com os mesmos princípios contrários da medicina convencional, só que usando plantas. A homeopatia não usa só plantas, ela usa várias substâncias, algumas animais, minerais, até chumbo, arsênico...  

*Tenho um filho de 07 anos com déficit de atenção. Como a homeopatia poderá ajudá-lo? Ouvi falar de crianças que obtiveram ótimos resultados. Por favor, me oriente.  
Marcus Zulian: Marilia, procure um homepata. É preciso juntar esses sintomas a outras características de seu filho, para chegar a um remédio de fundo.  

*Homeopatia é bom para artrite reumatóide?  
 Marcus Zulian: a homeopatia pode auxiliar, coadjuvar no tratamento de qualquer doença, no bem-estar do paciente. No caso da artrite pode ter essa atuação coadjuvante, de repente ajudando a não tomar tanto antiinflamatório.  

*Gostaria de saber se a homeopatia ajuda na perda de peso juntamente com uma dieta  
Marcus Zulian: junto com a dieta, sim. A ansiedade é um dos fatores de obesidade. Você consegue na homeopatia atuar nos aspectos psíquico-emocionais, no humor... Isso junto com dieta, exercícios físicos ajuda. Mas não há um remédio de homeopatia específico para emagrecer.  


*Minha filha tem 3 anos e esta muito nervosa posso acreditar no tratamento com florais p/ acalma-la? e qual posso usar?  
Marcus Zulian: floral não tem nada a ver com homeopatia. Bach, que foi quem inventou os florais de Bach, era um homeopata com uma doença terminal. Com sensibilidade aumentada por estar nessa fase da doença, ele começou a sentir algumas emoções ao se aproximar de certas flores. Isso foi já no século 20. Só que não existem pesquisas com florais. Eu não uso, tenho algumas críticas, mas aí é uma longa história.  

*Posso tratar hérnia de disco e artrose na coluna cervical através da homeopatia?  
Marcus Zulian: ela pode lhe ajudar amenizar alguns sintomas, isso depois de seu reumatologista confirmar que não é caso de cirurgia, depois de ele lhe indicar uma fisioterapia e tal. A homeopatia não elimina exames laboratoriais, uma consulta clássica. 

*Dr Zulian.o senhor é unicista?  
Marcus Zulian: sim, unicista é aquele que usa um remédio por vez. Você precisa de um tempo grande para conhecer aquele paciente e buscar as características dele, para ter um modelo a seguir. O problema de misturar é que não se sabe qual desses remédios fez efeito, não há experimentação com esses remédios misturados. Mas pode-se usar... O que acontece é que às vezes o colega não tem tempo para fazer uma consulta mais longa, tem que atender e 10 minutos, fica em dúvida entre quatro ou cinco remédios e resolve misturá-los. 

*Tenho alguma dificuldade em entender como a Homeopatia pederia resolver dor aguda, como por exemplo, a cólica renal. Obrigado desde já.  
Marcus Zulian: alguns medicamentos quando foram experimentados causaram sintoma semelhante aos das cólicas renais. Por isso é que a homeopatia pode ajudar, desde que seja encontrado o remédio certo. O problema de casos agudos é que às vezes não se tem tempo de escolher o remédio mais indicado... Tem que pôr na balança o risco-benefício. Há colegas que usam a homeopatia em pronto-atendimento: eles indicam um remédio que seria ideal e deixam o paciente em observação para ver se funcionou. Tem que respeitar o quanto o paciente pode esperar. O ideal é que você procure fazer o tratamento homeopático enquanto não está em crise, até pra ajudar na formação desse cálculo. Desde que chegue no remédio ideal, pode haver resposta tanto em casos crônicos como na aguda. 

*É possível tratar cólicas para bebês de 40dias ? 
Marcus Zulian: é sim, acho que você vai se surpreender se procurar um pediatra homeopata. Tanto em gestantes, lactentes e em crianças a dificuldade é justamente que os remédios alopáticos têm grandes efeitos colaterais. Então a homeopatia aparece como essa alternativa.  

*homeopátia pode tratar tendinite?  
Marcus Zulian: sim. Você terá um processo agudo de inflamação e poderá contar com antiinflamatórios para ajudar e até uma homeopatia. Existem remédios homeopáticos que têm essa ação antiinflamatória. Os ortopedistas indicam cada vez mais a arnica montana, por exemplo, tem sido cada vez mais indicada para pacientes idosos. Mas essa é a idéia do geralzão, muitas vezes não vai funcionar. Fica difícil dizer tome isso ou aquilo, é preciso individualizar o remédio...  

*Sofro de bruxismo e sou muito tensa, a homeopatia ajudaria no meu caso ? 

Marcus Zulian: ranger dente, o chamado bruxismo, é uma caracteristica que ajudam a gente a escolher o remédio. Há uns 30, 40 remédios que causaram bruxismo no experimentador. Tudo o que é despertado no experimentador sadio é usado para tratar o paciente. Isso é a homeopatia.  


*Faço tratamento de homeopatia para enxaqueca e só agora , depois de um ano fui ter melhoras , por quê?  

Marcus Zulian:  porque agora é que seu homeopata conseguiu chegar no remédio ideal para você. Esse tempo de seis meses a um ano é um tempo pertinente para o tratamento homeopático. 

*Dr.Zulian, pelo que eu entendi, a homeopatia seria introduzida mas sem abandonar os remédios alopáticos, no meu caso de artrite. É isso?  

Marcus Zulian: quando te dou um remédio eu não sei se ele vai fazer efeito ou não. Então jamais eu suspendo qualquer remédio que a pessoa esteja tomando. Quando encontro o remédio certo, aos poucos, desde que seja possível vou retirando o que ele já vinha tomando.  É dar e ver a resposta. 


Marcus Zulian: Obrigado a todos pelas perguntas e até uma próxima oportunidade! 

Veja mais informações sobre homeopatia no o site do dr. Zulian www.homeozulian.med.br 


Muitas dúvidas esclarecidas nesta entrevista feito pelo Dr. Marcus Zulian no programa Consulta Médica pela UOL News. 

  

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Em quais aspectos a Homeopatia pode contribuir com a medicina alopática?

A busca do paciente por uma Medicina que aborde e trate o indivíduo em sua totalidade (corpo, mente e espírito).


1- Em quais aspectos a Homeopatia pode contribuir com a Medicina Alopática?

Principalmente, em dois aspectos: na ampliação do entendimento do processo saúde-doença e da terapêutica. A Homeopatia não vê o ser humano apenas com um conjunto de órgãos dissociados. Com uma abordagem mais globalizante, nós consideramos os diversos aspectos da individualidade humana (psíquicos, emocionais, sócio-ambientais, climáticos, alimentares etc.) como parte constituinte ou desencadeadora dos distúrbios orgânicos. Isso acontece porque a interação entre esses diversos fatores interfere no adoecer e no estar saudável. A Homeopatia se propõe a atuar nessas diversas esferas de forma integrada, englobando as diversas suscetibilidades do indivíduo no diagnóstico do desequilíbrio vital e na escolha do medicamento homeopático.

2- Por este motivo é que o momento da consulta é tão importante?

Sim. A nossa dinâmica semiológico-terapêutica está diretamente relacionada à concepção holística do processo de adoecimento humano. Em vista de a Alopatia atuar segundo uma concepção estritamente fisiopatológica do processo saúde-doença, propondo-se a re-equilibrar as disfunções fisiológicas e neutralizar os sintomas incomodativos através do emprego concomitante de diversos medicamentos, ela precisa de um tempo menor de consulta para estabelecer o diagnóstico e a terapêutica. Vale ressaltar que esse objetivo de aliviar o sofrimento imediato é necessário e fundamental numa série de transtornos humanos. No entanto, a visão antropológica homeopática e sua correspondente concepção integrativa do processo saúde-doença, fundamental à compreensão e ao tratamento das enfermidades crônicas, mobiliza-nos a buscar entender durante a consulta os diversos aspectos idiossincráticos que predispõem ao adoecimento da pessoa, além dos desequilíbrios fisiopatológicos da doença. Assim sendo, necessitamos de um tempo maior de consulta para estabelecer o diagnóstico e a terapêutica homeopática, valorizando as diversas suscetibilidades de cada paciente e selecionando, através da lei dos semelhantes, um medicamento que possa atuar nesse conjunto de características ou sintomas (individualização do medicamento).

3- Existem medicamentos comuns para queixas comuns?

Não. Essa “alopatização” da Homeopatia, que despreza a individualização do medicamento para o conjunto de suscetibilidades de cada indivíduo, ministrando o mesmo medicamento para diversos indivíduos com a mesma doença, é a causa do insucesso terapêutico observado na prática clínica e nas pesquisas. Exemplificando numa doença bastante comum, apesar de a rinite alérgica ser uma síndrome composta pelo mesmo conjunto de sintomas (espirros, prurido, coriza e obstrução nasal), cada indivíduo doente apresenta a predominância de um ou outro grupo de sintomas, direcionando a prescrição homeopática individualizada para medicamentos diferentes. Além disso, como na maioria das doenças crônicas, aspectos psíquicos, emocionais, socioambientais, climáticos, alimentares etc. influenciam na manifestação da rinite, sendo fundamental que essas diversas suscetibilidades sejam diagnosticadas, valorizadas e tratadas, para que consigamos mudar o curso natural da doença, ideal de cura de todo homeopata. As dificuldades e limitações são grandes, porque você realmente precisa conhecer o indivíduo em sua totalidade característica e selecionar, dentre as diversas opções terapêuticas, aquele medicamento que tenha condições de despertar a reação vital curativa, tarefa árdua e muitas vezes demorada. Mas é nessa Homeopatia que eu acredito! Nessa Homeopatia que traz alívio contínuo e duradouro para quadros crônicos de longa duração, impressionando os colegas de profissão mais céticos.


4- A continuidade do tratamento é fundamental para o seu sucesso?

Perfeitamente. Após o início do tratamento, é preciso observar o comportamento dos pacientes continuamente. Na maioria das vezes, demoramos algum tempo para individualizar o medicamento correto, necessitando de avaliações e prescrições periódicas para atingirmos esse intento. É importante ressaltar que se o medicamento não for individualizado, ou seja, não apresentar semelhança com a totalidade de sintomas característicos do indivíduo, a melhora que pode ser observada é fruto do efeito placebo (em torno de 30%, segundo a literatura). O paciente pode ter melhoras, mas muito em função da sua expectativa numa promessa de melhora do que pelo remédio em si. Em vista desse tempo necessário para o ajuste do medicamento ideal, não podemos abrir mão dos remédios alopáticos. Seria uma irresponsabilidade e uma conduta antiética, por exemplo, suspender um medicamento hipotensor de uma pessoa que tem problemas de pressão alta até que tenhamos certeza da ação do medicamento homeopático escolhido, inclusive na normalização da pressão arterial.

Câncer de próstrata: Sete novos casos da doença surgem a cada hora.


O diagnóstico precoce é essencial para cura.
Homens devem procurar o urologista a partir dos 50 anos


Estudo realizado este ano pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU)1 apontou que 51% dos homens nunca consultaram um urologista. Doença mais prevalente nos homens, o câncer de próstata tem estimativa de 69 mil novos casos2 ao ano, ou seja, 7,8 novos casos a cada hora. A doença não tem prevenção, no entanto, seu diagnóstico precoce é essencial para o tratamento curativo. Hoje em dia, é possível até mesmo não retirar o tumor, quando ele é classificado de baixo risco, apenas acompanhar sua evolução, o que é chamado de vigilância ativa.

Para conscientizar a população da importância dos exames anuais a partir dos 50 anos, a Sociedade Brasileira de Urologia e o Instituto Lado a Lado pela Vida realizam o Novembro Azul. A campanha, idealizada pelo Instituto Lado a Lado Pela Vida, tem foco na conscientização do câncer de próstata no Brasil.

Ao longo do mês serão realizadas ações em todos os Estados brasileiros, que contemplam a iluminação de pontos turísticos e monumentos, palestras informativas para leigos, intervenções em locais de grande circulação, além do VIII Fórum de Políticas Públicas e Saúde do Homem, que será realizado no dia 17 de novembro – Dia Nacional de Combate ao Câncer de Próstata – na Câmara dos Deputados, em Brasília.

“Pessoas da raça negra e quem tem familiares de primeiro grau que tiveram a doença devem procurar um urologista para avaliar a necessidade de iniciar seus exames a partir dos 45 anos”, alerta o presidente da SBU, Carlos Corradi. O exame da próstata consiste no toque retal e na dosagem sérica do PSA no sangue.

A realização de exames nessa faixa etária está relacionada à diminuição de cerca de 21% na mortalidade pela doença em estudos de grande porte e longo seguimento.

“O urologista é o profissional médico capaz de diagnosticar e tratar a doença. Por vezes, o auxílio do oncologista e do radioterapeuta é necessário. Na maioria dos casos iniciais, o paciente não tem sintomas e só a avaliação rotineira com o exame de PSA e o toque retal permitem estabelecer a suspeita e prosseguir na investigação”, afirma o diretor de Comunicação da SBU, Carlos Sacomani.

Novidades

Atualmente, ao descobrir-se o câncer de próstata, é possível avaliar sua agressividade. “Nos últimos anos, estudos de imagem realizados em biópsias dos tumores possibilitam individualizar a doença e determinar o melhor tratamento para aquele caso”, afirma Corradi. Ao ser classificado como de baixo risco, pode ser indicado o tratamento de vigilância ativa, metodologia baseada na observação da evolução do quadro sem intervenções terapêuticas quando o câncer é classificado como indolente e o paciente se enquadra em uma série de requisitos.

Até 2010, ao descobrir-se um câncer de próstata em estágio avançado, o tratamento era paliativo. A partir de então começaram a surgir diversos medicamentos que proporcionam sobrevida e uma melhor qualidade de vida ao paciente. “Recentemente chegaram ao Brasil quatro medicamentos que podem prolongar a vida em média de 4 a 6 meses cada um deles. Eles atuam retardando a progressão do tumor”, afirma o coordenador do Departamento de Uro-oncologia da SBU, Lucas Nogueira.

O objetivo do Novembro Azul, no entanto, é diagnosticar casos no início, quando as chances de curam beiram 90%.

  • Fatores de risco:
  • Idade (cerca de 62% dos casos são de homens a partir dos 65 anos
  • Histórico familiar
  • Raça (maior incidência entre os negros)
  • Alimentação inadequada, à base de gordura animal e deficiente em frutas, verduras, legumes e grãos
  • Sedentarismo
  • Obesidade
  • Sintomas (só aparecem nos casos avançados):
  • Vontade de urinar com urgência
  • Dificuldade para urinar
  • Levantar-se várias vezes à noite para ir ao banheiro
  • Dor óssea
  • Queda do estado geral
  • Insuficiência renal
  • Dores fortes no corpo

1 Estudo realizado em parceria com a Bayer com 3.200 homens, com mais de 35 anos, em oito cidades brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Curitiba) em julho de 2015.
2 Estimativas para o câncer de próstata 2014 do Instituto Nacional do Câncer (Inca)

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Benefícios da Homeopatia para pacientes com Câncer



A terapia homeopática desenvolvida pelo médico alemão Cristiano Frederico Samuel Hahnemann visa estimular a capacidade do organismo à cura. Alguns trabalhos publicados tem indicado que medicamentos homeopáticos modulam o sistema imune. Cesar e colaboradores publicaram em 2008 um trabalho demonstrando que os medicamentos homeopáticos ativam macrófagos e induzem a liberação de citocinas, Salvago e colaboradores publicaram um artigo em 2010 indicando que estes e outros efeitos podem fortalecer o organismo na luta contra o câncer.

Diversos benefícios da Homeopatia podem contribuir para o paciente diagnosticado com câncer. A homeopatia ajuda a diminuir os efeitos colaterais da quimioterapia e da radioterapia, melhora a função dos órgãos, facilita a desintoxicação, diminui edemas e a incidência de infecções e inflamações. Ajuda a melhorar o apetite e a absorção intestinal dos nutrientes. Contribui para diminuição da dor aguda e crônica, atua no equilíbrio emocional e mental melhorando, deste modo, a qualidade de vida do paciente oncológico. Além disso, a homeopatia também pode favorecer os pacientes no pré e pós-operatório, fazendo com que ocorra menor sangramento e inflamação durante o ato cirúrgico, e a cicatrização ocorre de forma mais rápida e eficaz.

Resultados mostram que in vitro, in vivo e ex vivo com tratamento Homeopático estimula citocinas importantes na diferenciação celular e sobrevivida de células de linhagem monocítica específicas e seus precursores.

Este estudo que foi realizado Universidade do Texas – EUA concluiu, curiosamente, que o efeito citotóxico de dois dos remédios homeopáticos investigados neste estudo, o Carcinosinum e o Phytolacca, pareceu similar à atividade do paclitaxel, o fármaco quimioterápico mais comumente usado para câncer. 

É importante salientar que, no paciente oncológico, a homeopatia não substitui a terapia convencional. O medicamento Homeopático é aprovado pela Anvisa-Brasil e FDA-USA, regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina e reconhecida como prática médica pela Organização Mundial de Saúde – OMS, além de estar inserido na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde pelo Ministério da Saúde do Governo Federal. O medicamento Homeopático pode ser administrado junto com radioterapia e outros remédios alopáticos e quimioterápicos de forma complementar sem risco de interação medicamentosa ou prejuízos ao paciente.

O uso de terapias complementares e alternativas é particularmente elevado entre os pacientes com doenças graves como câncer. Bellavitte publicou um trabalho em 2005 indicando que na década de 90 nos EUA a venda de medicamentos homeopáticos teve um aumento de 25% ao ano. Um estudo do ano de 2000 do The National Center for Complementary and Alternative Medicine (NCCIH) demonstrou que 69 % dos 453 pacientes com câncer pesquisados haviam utilizado também o tratamento da medicina Complementar.

Um dos problemas no qual o uso de medicamentos homeopáticos pode ser útil é a complicação que pode ocorrer após uso da radiação ionizante da radioterapia, chamada de radiodermatite (lesões na pele do paciente). Convencionalmente, esta condição é tratada com anti-histamínicos e corticosteróides tópicos potentes, nem sempre com sucesso. Isto afeta a qualidade de vida do indivíduo com alteração da imagem corporal, autoestima, levando ao isolamento social. Dr. Shilappack realizou um estudo em 2004 com 25 pacientes que fizeram uso da radioterapia após cirurgia para câncer de mama e apresentaram radiodermatite. Estes pacientes foram consultados e foi feita a escolha do medicamento em dose única para a coceira provinda da radiodermatite, através da técnica de repertorização homeopática. Após o uso do tratamento homeopático, obteve-se uma melhora em 85% dos casos.

O Câncer na atualidade

Com base no documento World cancer report 2014 da International Agency for Research on Cancer (Iarc), da Organização Mundial da Saúde (OMS), é inquestionável que o câncer é um problema de saúde pública, especialmente entre os países em desenvolvimento, onde é esperado que, nas próximas décadas, o impacto do câncer na população corresponda a 80% dos mais de 20 milhões de casos novos estimados para 2025. Segundo o INCA, os tipos de câncer mais incidentes no mundo são pulmão (1,8 milhão/ano), mama (1,7 milhão/ano), intestino (1,4 milhão/ano) e próstata (1,1 milhão/ano) e a estimativa para o Brasil, para biênio 2016-2017, aponta para a ocorrência de cerca de 600 mil casos novos de câncer. A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou em 2011 dados estatísticos acerca da incidência de câncer, indicando que esta é uma das principais causas de morte no mundo, tendo sido responsável por cerca de 13 % de todas as mortes.

Cada vez mais estudos comprovam a utilidade da Homeopatia para melhorar a saúde e qualidade de vida de pacientes oncológicos. A Homeopatia, prática médica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina desde 1980, ganha progressivamente mais adeptos e comprova, com milhares de estudos e pesquisas científicas publicadas nas mais importantes revistas do mundo, a sua eficácia em benefício do paciente, mesmo que diagnosticado com uma doença grave em tratamento paliativo com prognóstico reservado. A complementaridade da alopatia e homeopatia, utilizando o que de melhor existem destas duas tecnologias, traz mais benefícios ao paciente e, no caso do câncer, a homeopatia pode ajudar a tratar a doença, minimizando o sofrimento, melhorando a qualidade de vida, atuando em parceria com os tratamentos convencionais, como quimioterapia e radioterapia. Há uma sinergia entre os tratamentos e isto é benéfico para o paciente.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Encontro mundial de Homeopatia na índia: Resultados



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Enquanto o Brasil enxerga a Homeopatia como uma terapêutica "alternativa" e sem expressão, o mundo se preocupa em estreitar a colaboração e o avanço de parcerias entre o governo e grupos de pesquisa em Homeopatia, no intuito do aumento de sua utilização em seu sistema de Saúde Pública em face dos resultados expressivos de sua eficácia apresentados em trabalhos recém tornados públicos no último World Homeopathy Summit, promovido pela Global Homeopathy Foundation em Mumbai na Índia. O encontro destacou pesquisas que indicam a influência a nível molecular dos medicamentos homeopáticos na expressão gênica e a detecção de nanopartículas em ultra-alta diluições (UHDs), além de trabalhos discutindo seus efeitos in vivo e in vitro na malária, tuberculose, leishmaniose, câncer, hemofilia, AIDS e artrite – incluindo trabalhos não só na área médica humana bem como nos campos veterinário e agronômico. 

O Encontro demonstra que a Homeopatia não é placebo e sim ciência – um oceano de informações derivados de pesquisas no tratamento de doenças como câncer, AIDS, influenza e tuberculose, bem como a detecção de nanopartículas nos medicamento homeopáticos levam definitivamente a Homeopatia a uma nova dimensão

Já o secretário geral do Encontro, Dr. Rajesh Shah, foi enfático ao declarar que:

Pesquisadores foram capazes de estabelecer que o medicamento homeopático derivado do veneo de cascavel é capaz de diminuir a disseminação do vírus HIV, bem como outro grupo de pesquisadores foi capaz de demonstrar a regressão significativa de tumores face a administração de medicamento homeopático contendo nanopartículas de carbonato de cálcio. Agora estamos em posição de declarar ao mundo que as pesquisas demonstram conclusivamente que a Homeopatia funciona, e funciona efetivamente em diversos casos de doenças complexas.
Homeopatia ganha cada vez mais popularidade e há um ressurgimento do interesse em muitos países desenvolvidos. Por outro lado, o sistema está sendo criticado por evidências clínicas inadequadas, apesar do trabalho de investigação considerável e encorajador. Os profissionais, estudantes e os seguidores da homeopatia, muitas vezes não têm conhecimento sobre os avanços científicos no campo devido à exposição inadequada. Como resultado, as massas são muitas vezes privados dos benefícios da homeopatia. Além disso, a orientação sobre a investigação científica vai encorajar os cientistas e os estudantes de medicina para perseguir mais pesquisas em homeopatia; o que permitirá que este sistema de medicina mais eficiente, o que, por sua vez, irá ajudar as massas. No GHF, acreditamos que a homeopatia vai sobreviver apenas se suportado pela pesquisa científica. Temos reconheceu a necessidade de um evento que vai permitir que o mundo sabe sobre a pesquisa recente, convidar alguns cientistas para falar sobre seu trabalho de décadas, tem um fórum para discutir a possibilidade de mais pesquisas, estimular os profissionais a ser mais orientada para a investigação, sensibilizar a geração mais jovem para se envolver em trabalho científico, melhorar a proficiência clínica dos profissionais, incentivando mais cientista de campos aliados a se envolver em investigação fundamental e também convidar governo, bem como instituições não-governamentais a patrocinar pesquisas em homeopatia.

O Encontro viu os participantes determinados a descartar a desinformação e o mito de que a a Homeopatia é bobagem e que se trata apenas de efeito placebo – resta agora trabalhar pela disseminação das pesquisas que iluminam o fenômeno homeopático e desejar que possam influenciar e beneficiar ainda mais os campos da saúde de agora em diante.

Estamos felizes em anunciar que alguns dos cientistas mais respeitados de ciências básicas que têm renome internacional, que poderia trazer avanço nos aspectos inexplorados da homeopatia, concordaram em falar na conferência. Eles incluem médicos cientistas, engenheiros, físicos, biólogos moleculares, homeopatas, imunologistas , agro-cientistas e similares a partir de fluxos de ciência variadas, cujo trabalho é publicado em revistas internacionais com revisão por pares. Alguns dos palestrantes que concordaram provisoriamente a apresentar trabalhos, são




  • Dr Paulo Bellavite (Itália) (Dipartimento di Patologia e Diagnostica, Universidade di Verona)
  • Dr. Jayesh Bellare (Índia) (Departamento de Engenharia Química, IIT-B, Mumbai)
  • Dr NC Sukul (Índia) (Professor de Zoologia da Universidade Visva-Bharati)
  • Dr. AR Khuda Bukhsh (Índia) (Professor Emérito da Universidade Grants Comissão, Govt. Da Índia, pelo Dept.. De Zoologia da Universidade de Kalyani,)
  • Dr Eswara Das (Índia) (Ex-Diretor do Instituto Nacional de Homeopatia, Kolkata)
  • Dana Ullman (EUA) (Autor de 10 livros e centenas de artigos)
  • Prof Michael Frass (Áustria) (Professor de Medicina da Universidade de Viena Departamento de Medicina Interna)
  • Dr Praveen Kumar (Índia)
  • Dr. Henning Gypser (Alemanha) (Fundador da 'Glees Academia de Médicos Homeopatas', que está pesquisando sobre a "Revisão da matéria médica ')
  • Dr. Rajesh Shah (Índia) (fundador-diretor da força da vida, trabalhando em ensaios clínicos, estudos com animais, etc.)
  • Dr. Gustav Brucha (Cuba) (Pesquisador Finlay instituto, trabalhou em Laptospirosis e outras doenças
  • Drs Prasanta Banerji e Dr. Pratip Banerji (Índia) (Eles vão falar sobre o trabalho em estudos de linha de celular no cancro e do Protocolo Banerji)
  • Dr Leoni Villano Bonamin, (Brasil) (Professor de Patologia Veterinária da Universidade Paulista, SÃ £ o Paulo, Brasil,)
  • Dr Elio Rossi (Itália) (cientista responsável do capítulo â € œComplementary e medicina alternativa (CAM) no tratamento do câncer
  • Prof GD Jindal, (Índia) (Ex-professor do Departamento de Engenharia Elétrica, Bhabha Atomic Research Center, BARC, Mumbai)
  • Prof Sadhana Sathaye, (Índia) (Professor Associado do Departamento de Farmacologia, ICT - Instituto de Tecnologia Química, Mumbai)
  • Dr Gaurisankar Sa (Índia) (Professor de Medicina Molecular, BOSE instituto, Kolkatta)
  • Dr Lex Rutten, (Nederland) (fundador-presidente de um grupo de usuários de software de computador holandesa. Desenvolvimento de um software homeopático)
  • Dr. Abhay Chowdhary, (Índia) (Diretor, Instituto Haffkine, Mumbai)
  • Dr PK Joshi, Índia (Professor e cientista, TIFR, Tata Instituto de Pesquisa Fundamental, trabalhou na área de Nuclear Física Experimental)
  • Dr Praful Barvalia (Índia) (Homeopata, educador e pesquisador, ex-professora, CMPH Medical College, Universidade de Mumbai)
  • Dr. Alexander Tournier (UK) (Instituto de Pesquisa Homeopatia, Londres
  • Dr Kanjaksa Ghosh (Índia) (Diretor: Instituto Nacional de hematologia imunológica, Mumbai)
  • Dr V. Prakash (Índia) (Ex-Diretor: CSIR, Diretor de Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento, em JSS, Mysore, India)
  • Dr Carla Holandino, Brasil (Professor de Farmácia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Rio de Janeiro, Brasil)
  • Dr JP Varshney (Índia) (Sr. Consultant, Nandini Hospital Veterinário, Surat)
  • Dr Akalpita Paranjape (Físico, Ex-Professor, BARC, Mumbai)
  • Dr. Indrani Chakraborty (Zoologist, Investigador em Agro-homeopatia)

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Não tratamos a patologia em si, mas os estados do ser que precisa ser tratado


Na nossa compreensão homeopática, a patologia é apenas uma expressão do estado interno que precisa ser tratado. Então, ficamos voltados completamente àquilo o que é o estado, e é o estado que ė classificado em miasma e reinos. Se tratarmos o estado, então a patologia acaba automaticamente. Portanto, nossa compreensão de doença não é a patologia, mas o estado. A patologia não é absolutamente importante para a classificação do miasma. O estado é o estado de ser interno, a desordem ou tumulto interno, que é expresso na mente, no corpo e nos sintomas. 
Uma pessoa pode ter a patologia do câncer, mas seu estado pode ser sicótico. A forma como se percebe a realidade pode ser completamente sicótica e essa forma pode estar refletida em  uma atitude de aceitar o destino, esconder e acobertar. Sua patologia poderia ser qualquer coisa, mas ela ainda precisaria de um remédio sicótico. O ESTADO determina o MIASMA e não a PATOLOGIA. 
A patologia pode, em alguns casos, corresponder ao miasma, mas ela não é o único critério que serve de base para identificar o miasma ser determinado. 
Por exemplo, uma pessoa com câncer pode precisar de um remédio do miasma do câncer se ela vivenciar a sensação vital nessa profundidade. Porém outra pessoa que também sofra de câncer pode entrar em pânico pela possibilidade de uma morte súbita e se agarrar àqueles que vai deixar e assim, pode precisar de um remédio do miasma agudo em vez de um remédio do miasma cancerínico. O miasma é determinado pela profundidade da experiência e pela atitude do paciente.

*O miasma é a profundidade em que a sensação é vivenciada. Essa profundidade é refletida no grau do desespero e na atitude do paciente.
*O miasma e a sensação são inseparáveis, e os dois são dois aspectos ou qualidades do estado da doença.
*Há apenas um miasma em um dado momento.
*A patologia não determina o miasma.

Fonte: Sensação em Homeopatia de Rajan Sankaran