HOMEOPATIA E CARACTERÍSTICAS HOMEOPÁTICAS

HOMEOPATIA E CARACTERÍSTICAS HOMEOPÁTICAS
Rosmeire Paixão é Homeopata Clássica Terapeuta CONAHOM 1274 email: rosmeire.homeopatias@gmail.com

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Nostalgia, Depressão, Tristeza e Solidão acontecem em todas as idades.




Quem não teve vai ter e quem já teve sabe bem do que se trata. Esses são os quatro estados de maior índice em acometimentos no ser humano. Junto com eles desenvolvemos várias doenças, tantas que de frescura, como eram catalogadas até bem pouco tempo atrás, ganharam estudos e pesquisas na medicina convencional. Na homeopatia o termo frescura não existe, sempre foram tratadas como parte integral da doença e do doente.

Toda a base e a filosofia da Homeopatia estão voltadas para o que sentimos, o que somos, onde vivemos e como vivemos, é o chamado sentimento aflorado. Em uma determinada época da vida isso se torna como um poderoso e penoso fardo, muitas vezes insuportável de se carregar. Para cada medicação possuímos a observação clara de sentimentos, fobias, desejos, sonhos, pensamentos repetitivos e reações corpóreas. Assim procuramos a causa e não a conseqüência, o que somos e não o que nos tornamos, da onde viemos e não para onde vamos, a nossa essência e não a nossa superficialidade.


O relato feito por Hahnemann, Kent, Egito e Max Tétau, nos dá condição de analisarmos da seguinte forma uma breve exploração de identificação dos miasmas:


A Psora relata o medo ansioso, a angústia existencial, a tristeza, as funções mentais bloqueadas, a hipersensibilidade, o sofrimento, a bulemia, e possui dois grandes nomes: o Sulphur e o Psorinum.
A Sicose possui um medo irracional, possui uma ansiedade que lhe provoca distúrbios agressivos e de personalidade, e se torna compulsivo. Possui dois fortes indicadores de tratamento, a Thuya Occidentalis e o Medorrhinum.
O Sifilinismo traz a melancolia, a intolerância, o suicídio, a depressão maníaca e nele encontramos o Mercurius Solubillis e o Luesinum.
O Tuberculinismo possui a sua tendência maior na depressão e na esquizofrenia. Muda de humor como muda de roupa. Observa-se o Phosphorus e o Tuberculinum.
O Cancerinismo é a perda do controle mental, nele existem a angústia a depressão e a ansiedade. Observa-se o Conium Maculatum e o Carsinosinum.
De acordo com as referências do Dr. J-P Elbaz, Kent, Bar, Vijnovisky e outros, as medicações são aplicadas em suas fases agudas e crônicas, em estruturas de sintomas mentais e físicos. Na idade mais avançada, ficam muitos sentimentos e recordações, e estas lacunas são a porta de entrada para a maioria das doenças nessa fase da vida. Na terceira e na quarta idade, as referências tocam bastante no que diz respeito à Arnica Montana, Ignácia Amara, Hypericun Perforatum, Kali Bromatum, Lachese, Sépia e tantos outros. Sentimentos como nostalgia, depressão, tristeza e solidão não são sentimentos exclusivos da idade mais avançada, pode e alcança homens e mulheres em todas as faixas etárias. O que vemos e observamos é que é na terceira e na quarta idade que estes sentimentos ficam mais latentes e acabam por ser confundidos com estruturas normais da idade, levando ao descaso e ao adoecimento para depois chegar na doença propriamente dita. São considerados Distúrbios Neuropsíquicos: (1) a depressão, (2) a ansiedade e (3) a angústia[1]:
1- DEPRESSÃO:
A depressão ocupa hoje, um padrão alto de análise e complexibilidade. Chama-se depressão todo estado patológico de sofrimento caracterizado pela diminuição do sentimento de valor pessoal, pelo pessimismo e uma inapetência em relação à vida. Segundo Elbaz (1996) a depressão deve ser observada sobre as seguintes medicações:


A Pulsatilla é possuidora de uma dependência afetiva muito grande (ELBAZ, 1996), e poderá chegar ao suicídio e a loucura se for trocada pelos que ama. Seu movimento é sempre feito em família e nunca teve obrigações que a levassem a decidir nada – ao ser consolada sua melhora é rápida, o que a faz ser diferente de outra medicação bastante resoluta, o Natrum Muriaticum. O Aurum Met. já num estado psórico prepara a sua morte – suicídio, após uma autocrítica severa, isolamento e o desgosto consigo mesmo. Raramente ele falha em sua finalidade. A Sépia de linhagem tuberculinica, vem acompanhada na idade avançada pela insuficiência hepática e na maioria das vezes pelo prolapso uterino[2]. O choro está ligado à tristeza e a irritabilidade, e ela briga pela sua solidão constante. Usa-se nos estados depressivos mais graves e que estão ligados a anorexia. A sépia sabe que no estado mais avançado de sua vida não pode agir só.
Outro medicamento muito usado por Elbaz é o Tuberculinum, que apresenta uma sensibilidade incrível e visível pela música, mas sofre por não estar bem em nenhum lugar (KENT/HAHNEMANN). Torna-se extremamente melancólico e geme por todos os motivo. Podemos também citar como referência a grande influência da hereditariedade.


Elbaz defende ainda dois tipos de depressão:
a) Depressão Reacional;
b) Depressão de Involução.


a) Depressão Reacional, está diretamente ligada a uma agressão ou a um traumatismo, do tipo abandono ou luto. Desta forma existem três eventualidades mais comuns:
a.1) A sobrecarga traz consigo uma fraqueza absurda que leva ao estado de depressão (apatia) – Phosphoricuc Acidum – não é capaz de juntar as idéias por causa da sobrecarga. Cocculus  deve ser utilizado quando a tristeza vem com irritabilidade continua/costuma ser acompanhada de vômitos e náuseas ao andar de carro;
a.2) A mágoa antes da depressão traz dois medicamentos ricamente descritos – Ignátia e Natrum Muriaticum, ambos em. A Ignátia traz a análise, segundo Elbaz, voltada para o sentimento pessimista e penas, o rir sucede ao choro, a agitação se transforma rapidamente em sofrimento. O paradoxo define melhor este estado. Estudos ainda trazem a essência do ambiente em energia perversa. O Natrum Muriaticum terá uma agravação a ser consolado e terá cefaléias periódicas ou crônicas (Nijnovisky/Elbaz); e
a.3) Elbaz ainda descreve a Depressão Pós-Menopausa, não em sua totalidade para o sexo feminino, porém acomete muitas mulheres e um tratamento adiado, uma postura não observada, pode ser o fator que faltava para o adoecimento. A Sépia possui um estado mental negro e totalmente indiferente para com os seus e o Lachesis segundo Hering, possui uma grande irritabilidade e fadiga intensa pela manhã. O ódio, a vingança e mesmo a crueldade estão muito presentes. Não justificam o ciúme, possuem o sono leve e sonham com enterros, mortos e fantasmas freqüentemente. Engana-se sobre as horas e os dias. Observar as diferenças com o Stramonium e o Medorrhinum, pois também possui muito forte a intelectualidade noturna.
b) Depressão de Involução, acomete aos que já passaram dos 60 anos é nervosa e traz consigo a ansiedade, a agitação e a hipocondria. Os medicamentos como Phosphorus, Phosphoric Acidum, Kali Phosphoricum e Bromatum, Baryta Carbônica e Arsenicum Álbum – segundo Elbaz (1996), são os mais utilizados. Nas descrições de Hahnemann e Elbaz se observa à anemia e a pele escamosa, edemas localizados, maníacos pela arrumação, avarento, egoísta e com tendência a nevralgia facial, verificar que o quadro está torto na parede.


2. ANSIEDADE:


No que diz respeito às Doenças Agudas e no seu estado aflorado, em plena crise e no auge da crise, Bernardo Nijnovisky[3] aponta a ansiedade como sintoma mental e usa uma série de 10 medicações para base de pesquisa no tratamento. Nijnovisky aponta:
a) Sulphur para os sentimentos de culpa e religiosidade excessiva ligadas a pressão sobre o peito para que seja perdoado dos seus pecados e sempre com um horário que chega a noite, antes da meia noite – horário em que deve estar deitado;
b) Pulsatilla (KENT/HAHNEMANN/NIJNOVISKY) chega definindo o medo do futuro e de suas doenças, provocando uma ansiedade com calafrios e febres ao entardecer. Não suporta se cobrir;
c) Nitric Acidum possui ansiedade por vigílias noturnas com medo da morte e excessivo esforço mental;
d) Argentum Nitricum;
e) Nux Vômica;
f) Phosphorus;
g) Aconitum Napellus e outros em suas referências no livro “Doenças Agudas”. A ansiedade é tratada por Banclichkeit, como um sintoma de psora de adoecimento mental acompanhado ou não de dor e que pode ser observado durante o dia e a noite. (Doenças Crônicas segundo Hahnemann). Segundo Elbaz (1996), a ansiedade é a viva inquietação oriunda da incerteza de uma situação, da apreensão de um acontecimento. Ele ainda qualifica três medicações muito importantes para essa análise:
h) Luesinum que ele chama de nosódio da vida moderna, devido a sua precipitação, seu estresse com tudo, sua febrilidade. Elbaz o qualifica como sifilítico – adquirido ou hereditário – lava as mãos com freqüência, possui um temor desmedido da ruína e perda de memória para as coisas muito conhecidas, o que agrava a sua ansiedade;
i) Lycopodium – medicamento psoroluético – perde o controle com crises entéricas, autoritário, cóleras explosivas, tem horror as pessoas e sempre fala com autoritarismo – chega a idade avançada preocupado com o envelhecimento físico e psíquico – prematuramente já é um velho. O Lycopodium apresenta artrite reumatóide, cistite catarral, desordem urinária e dos rins, digestivo, doença de pele e irritação, estimular o útero, febre, gastrite, trauma. O trauma do Lycopodium vem desde a infância. Bar acredita que esse desfecho se dá na adolescência, quando a personalidade esta prestes a se firmar, a sede de poder a qualquer preço. Uma sensível pesquisa feita com o paciente, revela a preferência do Lycopodium por sapatos e seu fascínio por lobos; e
j) Coffea – esta pessoa sofre todas as influências e as reações maléficas do café. Constrói planos e projetos a noite, sem conseguir se desligar. É hipersensível em todos os sentidos. Moreno o qualifica como medicação com hereditariedade ou contado excessivo (ex: trabalhadores de cafezais) e pontua a alternância de choro e risadas – crise de ansiedade com agitação.


3. ANGÚSTIA:


A angústia é a inquietação profunda, medo intenso originário de um sentimento de ameaça iminente e acompanhada de sintomas neurovegetativos, como espasmos, tremores, dispnéias... Elbaz qualifica 10 medicamentos de pesquisa:
a) Ignácia – O rei dos tranqüilizantes. Kent e Brun a mencionam nas histerias e os homeopatas franceses a observam nas perdas de amor recente. Na maioria das vezes a mulher se predispõe a Ignácia (Elbaz/Brun/Kent).
b) Gelsemium – O medicamento do medo por excelência – angústia superaguda, paralisação das reações motoras e intelectuais, distúrbios neurovegetativos. Pode se apresentar após um susto, uma súbita emoção ou mesmo uma má notícia (Elbaz/Lathyrus/Brun). Por intoxicação com a planta. Segundo alguns autores – Gelsemium é para o pânico da prova – normalmente apresenta diarréia de nervoso.
c) Argentum Nitricum – linhagem luética – Angústia por impaciência, ansiedade de antecipação – obs. Vertigem por tudo, medo de multidão, fóbico.
d) Ambra Grisea – Extremamente angustiada por qualquer coisa, chora muito, sua mágoa original vai para a depressão. Obs: lentidão respiratória e cardíaca.
e) Actaea Racemosa – caracterizada pelo medo de tudo. Sua angústia a torna incoerente e confusa – no final há possibilidade de uma depressão melancólica.
f) Lilium Tigrinum – medicamento histérico, com angústia depressiva mental, lamenta e chora muito. Obs: Natrum Muriaticum, Helonias, Actea Racemosa – excitação sexual forte e agitação febril.
g) Aconitum – angústia brutal, medo superagudo e aspecto de Sulphur, prediz a hora de sua morte, fóbicos de cair, morrer e etc...Insônia com pavor, agitação e angústia.
h) Arsenicum Álbum – é o medicamento da ansiedade angustiada, da agitação e do medo da morte. Parece idoso e envelhecendo antes do tempo, fatalismo diante do abismo, extrema fraqueza, resignação pela morte. Obs: Aconitum.
i) Glonoinum – Sempre após uma violenta emoção. É um verdadeiro estado de choque. Apreensão mortal, medo forte da morte, amnésia de lugares e entes queridos. Medicação de crise.
j) Opium – semelhante a Gelsemium – o diferencial é que o seu medo permanece nos olhos. Somatiza afonia, fezes involuntárias, paralisação intestinal e retenção de urina.
O Dr. Jean-Pierre Elbaz em seu livro “Tratado de Geriatria Homeopática”, defende as fobias dentro da análise da angústia. São definidas em três: (a) neurose de angústia, (b) neurose ansiosa com tendência fóbica, e (c) fobia sistemática.


Dentro dessas fobias, a investigação do homeopata deve ser direcionada a retirar o condicionamento da angústia e para tanto, Elbaz coloca como medicamento principal o Argentum nitricum e o Luesinum como seu complementar no caso do comportamento neurótico. 
O quadro abaixo indica as principais fobias e seus medicamentos de estudo para a terceira idade, a quarta idade ou seja, para todas as idades.
AS PRINCIPAIS CIRCUNSTÂNCIAS FÓBICAS
01
O medo da morte
Aconitum, arsenicum álbum, nitric acidum, alumina, natrum sulfuricum.
02
O medo das doenças
Contagiosa (calcária carb, luesinum), Câncer (thuya, hydrastis, veratrum álbum), Do mal de viver (actea racemosa, ignátia, calcarea carbônica).
03
O medo da sujeira, dos micróbios.
Lava as mãos o tempo todo – Luesinum.
04
O medo de ser incurável
Arsenicum álbum, aconitum, nitric acidum, petroleum.
05
O medo da loucura (luético).
Lilium tigrinum, Lachesis, muitos medos de tudo (calcarea carbônica), Argentum nitricum, Actaea racemosa.
06
Claustrofobia
Actaea racemosa, argentum nitricum, Arsenicum álbum (medo do caixão), Lachesis (do abafamento).
07
O temor de uma infelicidade eminente.
Causticum, Psorinum, Phosphorus.
08
Medo do futuro
Thuya (ansiedade ruminada), Baryta Carbônica (fadiga mental), Psorinum (fadiga física e mental).
09
O medo da solidão
Arsenicum nitricum, arsenicum álbum, Hyosciamus e Stramonium, Causticum, Conium, Kali carbonicum.
10
O medo do escuro
Causticum, Stramonium, Phosphorus.
11
O medo de fazer qualquer coisa.
Lycopodium, Silicea, Sépia.
12
O medo do contato.
Arnica, China, Cina, Antimonium Crudum.
13
O medo da multidão
Argentum nitricum, Aconitum, Ignátia.
14
O medo das novas pessoas.
Baryta carbônica (um esclerótico), Ambra grisea (um depressivo chorão).
15
O medo de estar arruinado.
Calcarea Fluórica, Luesinum, Psorinum.
16
O medo dos ladrões
Natrum muriaticum
17
O medo dos objetos pontiagudos
Silicea (de vacinas, agulhas e injeções), Alumina (facas), Spigelia.
18
O medo do vendo
Thuya (diferenciar da agravação pelo vento: Chamomilla).
19
O medo dos animais
Tuberculinum residuum, China – Hyosciamus, Stramonium (luese).
20
As fobias e obsessões sexuais
Stapysagria, Phosphorus, Plaitna, Origanum, Tarêntula Hispânica, Stramonium.


[1] Dr. J.P. Elbaz, Tratado de Geriatria Homeopática. São Paulo: Organização Andrei, 1996
[2] VIJNOVISKY, Bernardo: Doenças Agudas. Apostila
[3] VIJNOVISKY, Bernardo: Doenças Agudas. Apostila
Homeopatas dos Pés Descalços
Obs: Cada pessoa deve ser avaliada pelo Homeopata que escolherá qual melhor medicamento e qual melhor dinamização (potência) a ser prescrita.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Enfrente a menopausa sem medo de ser feliz




A medicina holística é sem dúvida alguma o caminho mais acertado, entretanto nós, seres humanos ainda não estamos sintonizados verdadeiramente. 



Entramos na meia idade. Existem depoimentos de tudo quanto é jeito, de quem sofreu horrores, de quem conseguiu passar numa boa, de mulheres que vieram a descobrir desagradáveis companhias através da reposição hormonal e de tantas outras que se beneficiaram com um tratamento sério e bem dirigido. Não deixe essa responsabilidade do erro e do acerto para a (o) sua (seu) ginecologista (o). Assuma a sua parte, leia, pesquise e se informe. Preste atenção nos seus sintomas, relate de forma correta e escute, veja seu corpo de perto. Ninguém melhor do que você para precisar o que mudou e como está. Muitos ainda vêem a menopausa e/ou o período menstrual da mulher como um tempo negro, cheio de achaques e firulas, frescuras e perda da identidade feminina. Existem muitos sintomas desagradáveis sim, entretanto é uma nova fase da vida e se você não quiser apenas ficar mudando de reclamação, aprenda a ver o lado bom das coisas e de como você pode mudar o rumo da sua vida.

“É o período da vida reprodutiva feminina quando não há mais menstruação. Comumente ocorre entre os 45 e 55 anos, embora possa aparecer antes ou depois. Salvo em casos de doença, costuma ser rara antes dos 40 anos. Com base nos relatos médicos antigos, a menopausa antes ocorria em idades mais avançadas, sendo que muitos autores consideravam anormal a suspensão definitiva das regras antes dos 65 anos. No passado as mulheres continuavam férteis e eram capazes de gerar filhos normais até idades avançadas. Hoje, com a alimentação desequilibrada, com a poluição ambiental, os remédios alopáticos, os hormônios, os anticoncepcionais, a tensão, o estresse, o organismo feminino também se degenera precocemente e a função reprodutora, bem como os distúrbios do climatério ocorrem mais cedo. Na verdade, no envelhecimento natural normal não existem propriamente sintomas característicos da menopausa (ondas de calor, sudorese, irritabilidade, ressecamento acentuado da mucosa vaginal, pele precocemente desidratada, etc.), que só aparecem em função da vida e dos hábitos anti-naturais da mulher moderna. A medicina holística entende que muitos processos de envelhecimento precoce de funções orgânicas são realmente irreversíveis, mas a adoção de uma dieta mais natural e dos demais tratamentos, combinados com hábitos gerais mais saudáveis, melhoram muito o quadro clínico do climatério, reduzindo e às vezes, fazendo desaparecer os sintomas, sem oferecer riscos.”
Dr. Marcio Bontempo (Médico, Naturopata)

Na Homeopatia, apesar de Lachesis ser o remédio mundialmente indicado no caso da menopausa, vale observar a sua personalidade homeopática. Algumas indicações como: Cholesterinum, Ásia Foética, Abies Nigra, Nux Vômica (labirintite), Cantharis, Séphia, Veratrum Vir., Sanguinária e Anil Nitroso ( calor e tontura), Progesterona Natural (Nosódio), Actaea Rac., Matracaria Chamonila, Pulsatilla, Ignátia, Natrum Muriático (ansiolítico). Dentre outros e várias possibilidades de ajuda. Consulte sempre um bom Homeopata.

O Chá na menopausa.


AMORA (Morus Nigra) – Alivia os sintomas da menopausa. Principalmente os circulatórios.

ALECRIM (Rosmarinus Officinalis) – Tonifica o útero e aumenta a fecundidade. Alivia a depressão a tristeza. Muito útil nos casos taquicardia.

BELDROEGA (Portulaca oleracea) – Ajuda a equilibrar todas as glândulas.

CAMOMILA (Matricaria chamomilla) – Normaliza a periodicidade da menstruação. Alivia dores e cólicas menstruais, acalma a tensão causada pela menopausa, ajuda na insônia e na menstruação excessiva. Pode ser usada como forma de compressa quente.


FRAMBOEZA (Rubus idaeus) – Tonifica os músculos uterinos, indicada para ausência de menstruação ou nos primeiros messes logo após o seu desaparecimento. O chá frio faz muito bem.

FÁFIA (Pfáfia paniculata) – Possui silosterol e estigmasterol, hormônios vegetais que favorecem a produção do estrogênio (hormônio feminino), acaba por ativar a memória, combate o estresse, estimula a oxigenação celular e a circulação. 

MARACUJÁ (Passiflora alata) – Ajuda nas perturbações nervosas causadas pela menopausa, na irritabilidade, insônia, ansiedade, histeria, dores e ajuda a normalizar a pressão arterial quando há muita retenção de líquido nesse período.

MENTRASTO (Ageratum conyzoide) – Alivia os sintomas causados pela menopausa e cólicas menstruais. Talvez uns dos mais antigos.

MILFOLHAS (Achillea Millefolium) – Alivia os sintomas causados pela menopausa, controla cólicas e dores menstruais, lombares e de cabeça.

SALVIA (Salvia Officinalis) – Tem substâncias estrogênicas. Indicada para os distúrbios entre o climatério da menopausa e a sua passagem da menstruação. Cólicas menstruais e pouco fluxo menstrual.

VALERIANA (Valeria Officinalis) – Para os distúrbios da menopausa como a angústia, as ondas de calor, tristeza, palpitações, nervosismo, enxaqueca, insônia. 

terça-feira, 15 de novembro de 2016

bate-papo com o homeopata Dr. Marcus Zulian


*O que é importante saber antes de iniciar um tratamento homeopático?  
 Marcus Zulian: você precisa se conhecer e estar disposto a responder às perguntas de seu médico. Não pense que ele quer saber da sua vida, é curioso ou está julgando alguma coisa...  

*No caso de usuário de drogas a homeopatia trata?  

Marcus Zulian: É um vício e esse vício está implicado geralmente a problemas psiquico-emocionais da pessoa. É difícil dizer que trata... Eu já tive pacientes dependentes químicos, mas às vezes pode não se chegar a um remédio certo. Mas é difícil que a homeopatia não ajude em nada. 


*Para tratar de gripe tomo cha de alho? resolve , mas acho que nao sigo corretamente o uso, poderia dar alguma indicacao?  

Marcus Zulian: isso é fitoterapia, não homeopatia. 


*Qual a diferença entre Homeopatia e Fitoterapia  
 Marcus Zulian: a fitoterapia atua com os mesmos princípios contrários da medicina convencional, só que usando plantas. A homeopatia não usa só plantas, ela usa várias substâncias, algumas animais, minerais, até chumbo, arsênico...  

*Tenho um filho de 07 anos com déficit de atenção. Como a homeopatia poderá ajudá-lo? Ouvi falar de crianças que obtiveram ótimos resultados. Por favor, me oriente.  
Marcus Zulian: Marilia, procure um homepata. É preciso juntar esses sintomas a outras características de seu filho, para chegar a um remédio de fundo.  

*Homeopatia é bom para artrite reumatóide?  
 Marcus Zulian: a homeopatia pode auxiliar, coadjuvar no tratamento de qualquer doença, no bem-estar do paciente. No caso da artrite pode ter essa atuação coadjuvante, de repente ajudando a não tomar tanto antiinflamatório.  

*Gostaria de saber se a homeopatia ajuda na perda de peso juntamente com uma dieta  
Marcus Zulian: junto com a dieta, sim. A ansiedade é um dos fatores de obesidade. Você consegue na homeopatia atuar nos aspectos psíquico-emocionais, no humor... Isso junto com dieta, exercícios físicos ajuda. Mas não há um remédio de homeopatia específico para emagrecer.  


*Minha filha tem 3 anos e esta muito nervosa posso acreditar no tratamento com florais p/ acalma-la? e qual posso usar?  
Marcus Zulian: floral não tem nada a ver com homeopatia. Bach, que foi quem inventou os florais de Bach, era um homeopata com uma doença terminal. Com sensibilidade aumentada por estar nessa fase da doença, ele começou a sentir algumas emoções ao se aproximar de certas flores. Isso foi já no século 20. Só que não existem pesquisas com florais. Eu não uso, tenho algumas críticas, mas aí é uma longa história.  

*Posso tratar hérnia de disco e artrose na coluna cervical através da homeopatia?  
Marcus Zulian: ela pode lhe ajudar amenizar alguns sintomas, isso depois de seu reumatologista confirmar que não é caso de cirurgia, depois de ele lhe indicar uma fisioterapia e tal. A homeopatia não elimina exames laboratoriais, uma consulta clássica. 

*Dr Zulian.o senhor é unicista?  
Marcus Zulian: sim, unicista é aquele que usa um remédio por vez. Você precisa de um tempo grande para conhecer aquele paciente e buscar as características dele, para ter um modelo a seguir. O problema de misturar é que não se sabe qual desses remédios fez efeito, não há experimentação com esses remédios misturados. Mas pode-se usar... O que acontece é que às vezes o colega não tem tempo para fazer uma consulta mais longa, tem que atender e 10 minutos, fica em dúvida entre quatro ou cinco remédios e resolve misturá-los. 

*Tenho alguma dificuldade em entender como a Homeopatia pederia resolver dor aguda, como por exemplo, a cólica renal. Obrigado desde já.  
Marcus Zulian: alguns medicamentos quando foram experimentados causaram sintoma semelhante aos das cólicas renais. Por isso é que a homeopatia pode ajudar, desde que seja encontrado o remédio certo. O problema de casos agudos é que às vezes não se tem tempo de escolher o remédio mais indicado... Tem que pôr na balança o risco-benefício. Há colegas que usam a homeopatia em pronto-atendimento: eles indicam um remédio que seria ideal e deixam o paciente em observação para ver se funcionou. Tem que respeitar o quanto o paciente pode esperar. O ideal é que você procure fazer o tratamento homeopático enquanto não está em crise, até pra ajudar na formação desse cálculo. Desde que chegue no remédio ideal, pode haver resposta tanto em casos crônicos como na aguda. 

*É possível tratar cólicas para bebês de 40dias ? 
Marcus Zulian: é sim, acho que você vai se surpreender se procurar um pediatra homeopata. Tanto em gestantes, lactentes e em crianças a dificuldade é justamente que os remédios alopáticos têm grandes efeitos colaterais. Então a homeopatia aparece como essa alternativa.  

*homeopátia pode tratar tendinite?  
Marcus Zulian: sim. Você terá um processo agudo de inflamação e poderá contar com antiinflamatórios para ajudar e até uma homeopatia. Existem remédios homeopáticos que têm essa ação antiinflamatória. Os ortopedistas indicam cada vez mais a arnica montana, por exemplo, tem sido cada vez mais indicada para pacientes idosos. Mas essa é a idéia do geralzão, muitas vezes não vai funcionar. Fica difícil dizer tome isso ou aquilo, é preciso individualizar o remédio...  

*Sofro de bruxismo e sou muito tensa, a homeopatia ajudaria no meu caso ? 

Marcus Zulian: ranger dente, o chamado bruxismo, é uma caracteristica que ajudam a gente a escolher o remédio. Há uns 30, 40 remédios que causaram bruxismo no experimentador. Tudo o que é despertado no experimentador sadio é usado para tratar o paciente. Isso é a homeopatia.  


*Faço tratamento de homeopatia para enxaqueca e só agora , depois de um ano fui ter melhoras , por quê?  

Marcus Zulian:  porque agora é que seu homeopata conseguiu chegar no remédio ideal para você. Esse tempo de seis meses a um ano é um tempo pertinente para o tratamento homeopático. 

*Dr.Zulian, pelo que eu entendi, a homeopatia seria introduzida mas sem abandonar os remédios alopáticos, no meu caso de artrite. É isso?  

Marcus Zulian: quando te dou um remédio eu não sei se ele vai fazer efeito ou não. Então jamais eu suspendo qualquer remédio que a pessoa esteja tomando. Quando encontro o remédio certo, aos poucos, desde que seja possível vou retirando o que ele já vinha tomando.  É dar e ver a resposta. 


Marcus Zulian: Obrigado a todos pelas perguntas e até uma próxima oportunidade! 

Veja mais informações sobre homeopatia no o site do dr. Zulian www.homeozulian.med.br 


Muitas dúvidas esclarecidas nesta entrevista feito pelo Dr. Marcus Zulian no programa Consulta Médica pela UOL News. 

  

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Em quais aspectos a Homeopatia pode contribuir com a medicina alopática?

A busca do paciente por uma Medicina que aborde e trate o indivíduo em sua totalidade (corpo, mente e espírito).


1- Em quais aspectos a Homeopatia pode contribuir com a Medicina Alopática?

Principalmente, em dois aspectos: na ampliação do entendimento do processo saúde-doença e da terapêutica. A Homeopatia não vê o ser humano apenas com um conjunto de órgãos dissociados. Com uma abordagem mais globalizante, nós consideramos os diversos aspectos da individualidade humana (psíquicos, emocionais, sócio-ambientais, climáticos, alimentares etc.) como parte constituinte ou desencadeadora dos distúrbios orgânicos. Isso acontece porque a interação entre esses diversos fatores interfere no adoecer e no estar saudável. A Homeopatia se propõe a atuar nessas diversas esferas de forma integrada, englobando as diversas suscetibilidades do indivíduo no diagnóstico do desequilíbrio vital e na escolha do medicamento homeopático.

2- Por este motivo é que o momento da consulta é tão importante?

Sim. A nossa dinâmica semiológico-terapêutica está diretamente relacionada à concepção holística do processo de adoecimento humano. Em vista de a Alopatia atuar segundo uma concepção estritamente fisiopatológica do processo saúde-doença, propondo-se a re-equilibrar as disfunções fisiológicas e neutralizar os sintomas incomodativos através do emprego concomitante de diversos medicamentos, ela precisa de um tempo menor de consulta para estabelecer o diagnóstico e a terapêutica. Vale ressaltar que esse objetivo de aliviar o sofrimento imediato é necessário e fundamental numa série de transtornos humanos. No entanto, a visão antropológica homeopática e sua correspondente concepção integrativa do processo saúde-doença, fundamental à compreensão e ao tratamento das enfermidades crônicas, mobiliza-nos a buscar entender durante a consulta os diversos aspectos idiossincráticos que predispõem ao adoecimento da pessoa, além dos desequilíbrios fisiopatológicos da doença. Assim sendo, necessitamos de um tempo maior de consulta para estabelecer o diagnóstico e a terapêutica homeopática, valorizando as diversas suscetibilidades de cada paciente e selecionando, através da lei dos semelhantes, um medicamento que possa atuar nesse conjunto de características ou sintomas (individualização do medicamento).

3- Existem medicamentos comuns para queixas comuns?

Não. Essa “alopatização” da Homeopatia, que despreza a individualização do medicamento para o conjunto de suscetibilidades de cada indivíduo, ministrando o mesmo medicamento para diversos indivíduos com a mesma doença, é a causa do insucesso terapêutico observado na prática clínica e nas pesquisas. Exemplificando numa doença bastante comum, apesar de a rinite alérgica ser uma síndrome composta pelo mesmo conjunto de sintomas (espirros, prurido, coriza e obstrução nasal), cada indivíduo doente apresenta a predominância de um ou outro grupo de sintomas, direcionando a prescrição homeopática individualizada para medicamentos diferentes. Além disso, como na maioria das doenças crônicas, aspectos psíquicos, emocionais, socioambientais, climáticos, alimentares etc. influenciam na manifestação da rinite, sendo fundamental que essas diversas suscetibilidades sejam diagnosticadas, valorizadas e tratadas, para que consigamos mudar o curso natural da doença, ideal de cura de todo homeopata. As dificuldades e limitações são grandes, porque você realmente precisa conhecer o indivíduo em sua totalidade característica e selecionar, dentre as diversas opções terapêuticas, aquele medicamento que tenha condições de despertar a reação vital curativa, tarefa árdua e muitas vezes demorada. Mas é nessa Homeopatia que eu acredito! Nessa Homeopatia que traz alívio contínuo e duradouro para quadros crônicos de longa duração, impressionando os colegas de profissão mais céticos.


4- A continuidade do tratamento é fundamental para o seu sucesso?

Perfeitamente. Após o início do tratamento, é preciso observar o comportamento dos pacientes continuamente. Na maioria das vezes, demoramos algum tempo para individualizar o medicamento correto, necessitando de avaliações e prescrições periódicas para atingirmos esse intento. É importante ressaltar que se o medicamento não for individualizado, ou seja, não apresentar semelhança com a totalidade de sintomas característicos do indivíduo, a melhora que pode ser observada é fruto do efeito placebo (em torno de 30%, segundo a literatura). O paciente pode ter melhoras, mas muito em função da sua expectativa numa promessa de melhora do que pelo remédio em si. Em vista desse tempo necessário para o ajuste do medicamento ideal, não podemos abrir mão dos remédios alopáticos. Seria uma irresponsabilidade e uma conduta antiética, por exemplo, suspender um medicamento hipotensor de uma pessoa que tem problemas de pressão alta até que tenhamos certeza da ação do medicamento homeopático escolhido, inclusive na normalização da pressão arterial.

Câncer de próstrata: Sete novos casos da doença surgem a cada hora.


O diagnóstico precoce é essencial para cura.
Homens devem procurar o urologista a partir dos 50 anos


Estudo realizado este ano pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU)1 apontou que 51% dos homens nunca consultaram um urologista. Doença mais prevalente nos homens, o câncer de próstata tem estimativa de 69 mil novos casos2 ao ano, ou seja, 7,8 novos casos a cada hora. A doença não tem prevenção, no entanto, seu diagnóstico precoce é essencial para o tratamento curativo. Hoje em dia, é possível até mesmo não retirar o tumor, quando ele é classificado de baixo risco, apenas acompanhar sua evolução, o que é chamado de vigilância ativa.

Para conscientizar a população da importância dos exames anuais a partir dos 50 anos, a Sociedade Brasileira de Urologia e o Instituto Lado a Lado pela Vida realizam o Novembro Azul. A campanha, idealizada pelo Instituto Lado a Lado Pela Vida, tem foco na conscientização do câncer de próstata no Brasil.

Ao longo do mês serão realizadas ações em todos os Estados brasileiros, que contemplam a iluminação de pontos turísticos e monumentos, palestras informativas para leigos, intervenções em locais de grande circulação, além do VIII Fórum de Políticas Públicas e Saúde do Homem, que será realizado no dia 17 de novembro – Dia Nacional de Combate ao Câncer de Próstata – na Câmara dos Deputados, em Brasília.

“Pessoas da raça negra e quem tem familiares de primeiro grau que tiveram a doença devem procurar um urologista para avaliar a necessidade de iniciar seus exames a partir dos 45 anos”, alerta o presidente da SBU, Carlos Corradi. O exame da próstata consiste no toque retal e na dosagem sérica do PSA no sangue.

A realização de exames nessa faixa etária está relacionada à diminuição de cerca de 21% na mortalidade pela doença em estudos de grande porte e longo seguimento.

“O urologista é o profissional médico capaz de diagnosticar e tratar a doença. Por vezes, o auxílio do oncologista e do radioterapeuta é necessário. Na maioria dos casos iniciais, o paciente não tem sintomas e só a avaliação rotineira com o exame de PSA e o toque retal permitem estabelecer a suspeita e prosseguir na investigação”, afirma o diretor de Comunicação da SBU, Carlos Sacomani.

Novidades

Atualmente, ao descobrir-se o câncer de próstata, é possível avaliar sua agressividade. “Nos últimos anos, estudos de imagem realizados em biópsias dos tumores possibilitam individualizar a doença e determinar o melhor tratamento para aquele caso”, afirma Corradi. Ao ser classificado como de baixo risco, pode ser indicado o tratamento de vigilância ativa, metodologia baseada na observação da evolução do quadro sem intervenções terapêuticas quando o câncer é classificado como indolente e o paciente se enquadra em uma série de requisitos.

Até 2010, ao descobrir-se um câncer de próstata em estágio avançado, o tratamento era paliativo. A partir de então começaram a surgir diversos medicamentos que proporcionam sobrevida e uma melhor qualidade de vida ao paciente. “Recentemente chegaram ao Brasil quatro medicamentos que podem prolongar a vida em média de 4 a 6 meses cada um deles. Eles atuam retardando a progressão do tumor”, afirma o coordenador do Departamento de Uro-oncologia da SBU, Lucas Nogueira.

O objetivo do Novembro Azul, no entanto, é diagnosticar casos no início, quando as chances de curam beiram 90%.

  • Fatores de risco:
  • Idade (cerca de 62% dos casos são de homens a partir dos 65 anos
  • Histórico familiar
  • Raça (maior incidência entre os negros)
  • Alimentação inadequada, à base de gordura animal e deficiente em frutas, verduras, legumes e grãos
  • Sedentarismo
  • Obesidade
  • Sintomas (só aparecem nos casos avançados):
  • Vontade de urinar com urgência
  • Dificuldade para urinar
  • Levantar-se várias vezes à noite para ir ao banheiro
  • Dor óssea
  • Queda do estado geral
  • Insuficiência renal
  • Dores fortes no corpo

1 Estudo realizado em parceria com a Bayer com 3.200 homens, com mais de 35 anos, em oito cidades brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Curitiba) em julho de 2015.
2 Estimativas para o câncer de próstata 2014 do Instituto Nacional do Câncer (Inca)

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Benefícios da Homeopatia para pacientes com Câncer



A terapia homeopática desenvolvida pelo médico alemão Cristiano Frederico Samuel Hahnemann visa estimular a capacidade do organismo à cura. Alguns trabalhos publicados tem indicado que medicamentos homeopáticos modulam o sistema imune. Cesar e colaboradores publicaram em 2008 um trabalho demonstrando que os medicamentos homeopáticos ativam macrófagos e induzem a liberação de citocinas, Salvago e colaboradores publicaram um artigo em 2010 indicando que estes e outros efeitos podem fortalecer o organismo na luta contra o câncer.

Diversos benefícios da Homeopatia podem contribuir para o paciente diagnosticado com câncer. A homeopatia ajuda a diminuir os efeitos colaterais da quimioterapia e da radioterapia, melhora a função dos órgãos, facilita a desintoxicação, diminui edemas e a incidência de infecções e inflamações. Ajuda a melhorar o apetite e a absorção intestinal dos nutrientes. Contribui para diminuição da dor aguda e crônica, atua no equilíbrio emocional e mental melhorando, deste modo, a qualidade de vida do paciente oncológico. Além disso, a homeopatia também pode favorecer os pacientes no pré e pós-operatório, fazendo com que ocorra menor sangramento e inflamação durante o ato cirúrgico, e a cicatrização ocorre de forma mais rápida e eficaz.

Resultados mostram que in vitro, in vivo e ex vivo com tratamento Homeopático estimula citocinas importantes na diferenciação celular e sobrevivida de células de linhagem monocítica específicas e seus precursores.

Este estudo que foi realizado Universidade do Texas – EUA concluiu, curiosamente, que o efeito citotóxico de dois dos remédios homeopáticos investigados neste estudo, o Carcinosinum e o Phytolacca, pareceu similar à atividade do paclitaxel, o fármaco quimioterápico mais comumente usado para câncer. 

É importante salientar que, no paciente oncológico, a homeopatia não substitui a terapia convencional. O medicamento Homeopático é aprovado pela Anvisa-Brasil e FDA-USA, regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina e reconhecida como prática médica pela Organização Mundial de Saúde – OMS, além de estar inserido na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde pelo Ministério da Saúde do Governo Federal. O medicamento Homeopático pode ser administrado junto com radioterapia e outros remédios alopáticos e quimioterápicos de forma complementar sem risco de interação medicamentosa ou prejuízos ao paciente.

O uso de terapias complementares e alternativas é particularmente elevado entre os pacientes com doenças graves como câncer. Bellavitte publicou um trabalho em 2005 indicando que na década de 90 nos EUA a venda de medicamentos homeopáticos teve um aumento de 25% ao ano. Um estudo do ano de 2000 do The National Center for Complementary and Alternative Medicine (NCCIH) demonstrou que 69 % dos 453 pacientes com câncer pesquisados haviam utilizado também o tratamento da medicina Complementar.

Um dos problemas no qual o uso de medicamentos homeopáticos pode ser útil é a complicação que pode ocorrer após uso da radiação ionizante da radioterapia, chamada de radiodermatite (lesões na pele do paciente). Convencionalmente, esta condição é tratada com anti-histamínicos e corticosteróides tópicos potentes, nem sempre com sucesso. Isto afeta a qualidade de vida do indivíduo com alteração da imagem corporal, autoestima, levando ao isolamento social. Dr. Shilappack realizou um estudo em 2004 com 25 pacientes que fizeram uso da radioterapia após cirurgia para câncer de mama e apresentaram radiodermatite. Estes pacientes foram consultados e foi feita a escolha do medicamento em dose única para a coceira provinda da radiodermatite, através da técnica de repertorização homeopática. Após o uso do tratamento homeopático, obteve-se uma melhora em 85% dos casos.

O Câncer na atualidade

Com base no documento World cancer report 2014 da International Agency for Research on Cancer (Iarc), da Organização Mundial da Saúde (OMS), é inquestionável que o câncer é um problema de saúde pública, especialmente entre os países em desenvolvimento, onde é esperado que, nas próximas décadas, o impacto do câncer na população corresponda a 80% dos mais de 20 milhões de casos novos estimados para 2025. Segundo o INCA, os tipos de câncer mais incidentes no mundo são pulmão (1,8 milhão/ano), mama (1,7 milhão/ano), intestino (1,4 milhão/ano) e próstata (1,1 milhão/ano) e a estimativa para o Brasil, para biênio 2016-2017, aponta para a ocorrência de cerca de 600 mil casos novos de câncer. A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou em 2011 dados estatísticos acerca da incidência de câncer, indicando que esta é uma das principais causas de morte no mundo, tendo sido responsável por cerca de 13 % de todas as mortes.

Cada vez mais estudos comprovam a utilidade da Homeopatia para melhorar a saúde e qualidade de vida de pacientes oncológicos. A Homeopatia, prática médica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina desde 1980, ganha progressivamente mais adeptos e comprova, com milhares de estudos e pesquisas científicas publicadas nas mais importantes revistas do mundo, a sua eficácia em benefício do paciente, mesmo que diagnosticado com uma doença grave em tratamento paliativo com prognóstico reservado. A complementaridade da alopatia e homeopatia, utilizando o que de melhor existem destas duas tecnologias, traz mais benefícios ao paciente e, no caso do câncer, a homeopatia pode ajudar a tratar a doença, minimizando o sofrimento, melhorando a qualidade de vida, atuando em parceria com os tratamentos convencionais, como quimioterapia e radioterapia. Há uma sinergia entre os tratamentos e isto é benéfico para o paciente.